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«O milho é um caso de sucesso», Assunção Cristas em dia de campo com 300 agricultores

A Ministra da Agricultura classificou a Fileira do milho como «um caso de sucesso em Portugal pela sua organização e sólida modernização tecnológica». Assunção Cristas falava hoje, em Coruche, a uma audiência de 300 pessoas na Estação Experimental António Teixeira, onde foram apresentados os resultados do projeto Sanimilho, pela ANPROMIS-Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo.

«O setor do milho pode ser dado como um exemplo a seguir por outras fileiras agroalimentares. É um caso de sucesso pela organização que demonstra e pela sólida e estrutural tendência de modernização e sofisticação tecnológica, nomeadamente ao nível da poupança de água e energia», afirmou a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, na sessão de encerramento do Dia de Campo do projeto Sanimilho.


O projeto Sanimilho resulta de um protocolo de colaboração técnico‐científica, assinado em 2013, com o INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), pelo período de 8 anos, que tem por objetivo dinamizar estudos, atividades e projetos no âmbito da cultura do milho e do sorgo, na Estação Experimental António Teixeira. Nos diversos campos de milho, instalados pela ANPROMIS em 2014, decorrem ensaios sobre o estudo da cefalosporiose e a eficiência dos sistemas de rega, estando em estudo a rega enterrada gota-a-gota, tecnologia que permite uma poupança de água e energia estimada em 30%, por comparação com sistemas de aspersão e pivot, de acordo com a empresa instaladora.


«Estamos muito satisfeitos com esta parceria com a ANPROMIS. Trata-se de um ensaio em condições padronizadas e realizado com isenção. É este o caminho que o INIAV está e quer percorrer, canalizando recursos para projetos úteis aos agricultores portugueses e que contribuam para a competitividade do setor agrícola», disse Nuno Canada, Presidente do INIAV.


«Enquanto produtores do Sul da Europa, sabemos que a via para competir no mercado global é aumentando a eficiência das nossas explorações agrícolas. É neste contexto que surge o projeto Sanimilho e o trabalho técnico que a Anpromis está a levar a cabo na Estação Experimental António Teixeira, em conjunto com entidades públicas e privadas, cujo objetivo é melhorar a competitividade da cultura do milho, produzindo mais e melhor com menos recursos», afirma o presidente da ANPROMIS, Luís Vasconcellos e Souza.

Milho 50% mais produtivo

O Diretor do Gabinete de Políticas e Planeamento, Eduardo Diniz, traçou um panorama sobre o mercado do milho, sublinhando que «entre os triénios de 2002/2004 e 2012/2014 a produtividade do milho em Portugal aumentou 50% e as áreas semeadas conheceram grande aumento na regiões do Alentejo e Ribatejo, sendo a exceção a região Norte, onde a área diminuiu». Em 2015, semearam-se em Portugal 126.411 hectares de milho, que representam 41% da área de cereais e 36% da área das culturas arvenses.

Face à conjuntura do mercado mundial do milho, que se caracteriza por stocks em alta, cuja produção mundial aponta para as 968 milhões de toneladas em 2015 (-3,5% face a 2014), Eduardo Diniz considera que «o uso eficiente dos recursos, com vista ao aumento da produtividade da cultura, é extremamente importante, tal como as estratégias intersectoriais».

O presidente da ANPROMIS concluiu, sublinhando a importância de «criar valor comum como requisito para o sucesso da fileira do milho» e deixou um apelo ao Governo: «precisamos de ter ao nosso lado um Estado que apoie e estimule a agricultura, com uma visão clara sobre a importância do regadio e de outros fatores de produção essenciais à competitividade da fileira do milho».

Alternativa ao greening avança

A Ministra da Agricultura revelou que a proposta apresentada à Comissão Europeia, em início de Agosto, para implementar um sistema de certificação ambiental alternativo ao Greening, para as explorações especializadas em milho ou tomate «será uma realidade já nas próximas candidaturas. Estamos a aguardar a resposta, mas parece-me que as questões estão já bastante bem resolvidas e portanto esse é também um assunto que está tratado».

Recorde-se que o objetivo desta proposta, que contou desde a primeira hora com o envolvimento da ANPROMIS, é dispensar as explorações especializadas em milho, com mais de 10 hectares, de cumprirem a obrigação da prática da diversificação cultural prevista no Greening, substituindo-a por uma certificação ambiental. Este processo de certificação deverá ser confirmado por um organismo de controlo reconhecido e obriga à cobertura do solo no período de Outono/Inverno, com uma cultura de uma lista a divulgar oportunamente.


     

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