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Nota Técnica | Queimadas | DGAV

Aplicação de medida de "emergência fitossanitária – realização de queimadas para eliminação de restolho" no âmbito da aplicação das medidas agro-ambientais ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural. A produção de milho no território nacional reveste-se de importância económica considerável. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) o milho constitui, no nosso contexto agrícola, a mais importante cultura arvense, e é destacadamente, a que mais explorações agrícolas envolve, estimando-se o seu número em mais de 80.000 unidades produtivas e ocupando cerca de 170.000 hectares de área cultivada, de Norte a Sul do país. Se nos cereais em geral somos fortemente deficitários, no setor do milho, temos vindo a corrigir de forma significativa este défice. Quer associada à produção de silagem, quer à produção de grão, a cultura do milho afirma-se hoje como um dos casos demonstrativos das potencialidades produtivas da agricultura de regadio.

Relativamente aos principais problemas fitossanitários desta cultura, são apontados as infestantes e algumas doenças e pragas, nomeadamente, pragas do solo, como alfinetes, scutigerela, melolonta, as nóctuas e outras lagartas desfolhadoras, sendo as brocas,nomeadamente a sesamia (Sesamia nonagrioides) e a piral (Ostrinia nubilalis) uma das principais pragas do milho. Pese embora existam produtos fitofarmacêuticos autorizados para o controlo das brocas, as aplicações destes produtos estão limitados, sendo inviável a sua aplicação em fases fenológicas adiantadas da cultura, situação que concorre para uma dificuldade real de controlo destas pragas, designadamente quando ocorre mais que uma geração, situação frequente no nosso país. Assim, ataques destas pragas num estado mais avançado de desenvolvimento das plantas, sendo praticamente impossível o seu controlo, traduz-se em avultados estragos quer em termos de perda de produção, quer no que respeita a qualidade do grão, assim como conduz a um aumento da população de insectos para o ano seguinte, dado que os mesmos hibernam no solo.

A AGROTEJO, representante do setor produtivo desta cultura na região agrícola a Norte do Vale do Tejo, identifica as brocas como problema fitossanitário que tem vindo a aumentar de importância e particularmente este ano, provocando quebras importantes nas produções de milho dessa região. Referem ainda, que os tratamentos fitossanitários efetuados não têm sido suficientemente eficazes de forma a reduzir o nível populacional destes insectos que hibernam no solo, que segundo, os mesmos, tem vindo a aumentar.

A medida agora solicitada pela organização de produtores, é a realização de uma queimada para controlar as populações de brocas.

Com efeito, em face do exposto, e da necessidade de serem implementadas as medidas fitossanitárias adequadas, em particular, no que diz respeito à destruição das socas que ficam no terreno, após a colheita da cultura do milho, de forma a reduzir a população hibernante da sesamia e piral, aí presentes e com vista à promoção de um bom estado fitossanitário da cultura que possa garantir a reposição dos níveis de produtividade da cultura, cumprindo igualmente as exigências de qualidade, a DGAV apoia a proposta de realização de queimada, nas zonas afetadas, como medida fitossanitária excepcional, desde que sejam devidamente acauteladas as exigências da legislação no que se refere à prática da queimada devem ser cumpridas na íntegra, não devendo, no entanto, serem descuradas outras práticas culturais que também podem concorrer para a redução do problema identificado.

Fonte: DGAV


     

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