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Temos de criar condições para que a produção de milho em Portugal seja economicamente competitiva

Num momento tão conturbado como o que atualmente vivemos, que cenários antevê a Anpromis relativamente àprodução nacional de milho nos próximos anos?

A evolução da produção de milho em Portugal vai depender muito da cotação deste cereal no mercado mundial. Se verificarmos o que o ocorreu em 2012, em que a cotação do milho atingiu um valor médio de cerca de 225 euros por tonelada, constatamos que no ano seguinte a área de milho grão cresceu no nosso país 10%, atingindo o seu valor mais elevado dos últimos anos (102 mil hectares).Os produtores nacionais de milho não são diferentes dos restantes empresários agrícolas e reagem a estímulos sejam eles de mercado, políticos ou tecnológicos. No entanto, a necessidade de continuar a produzir-se milho em Portugal épremente, pois o nosso país tem um deficit de produção de cereais muito notório (cerca de 80%) que apesar de ser menos significativo no caso do milho (cerca de 65%), continua a ser bastante elevado. Temos assim de criar condições para que a produção de milho em Portugal seja economicamente competitiva, pois o milho continua a ser de forma destacada a cultura arvense com maior área em Portugal, desempenando um papel fundamental não só no desenvolvimento socioeconómico das nossas zonas rurais, como no ordenamento do território nacional. Julgamos assim, que apostando de uma forma mais determinada nas novas tecnologias, os produtores nacionais de milho continuarão a responder aos desafios que se colocam entre os quais destacamos, produzir mais com menos. 


Qual o balanço da campanha de 2016?

A campanha que agora termina foi bastante heterogénea, tendo havido zonas do país onde as produtividades obtidas por hectare foram bastante interessantes, mas em outras regiões situaram-se muito aquém do expectável. O atraso das sementeiras que se fez sentir em algumas zonas de produção (devido à elevada precipitação) e o verão extremamente quente, terão seguramente contribuído fortemente para esta realidade.


A valorização da produção nacional poderádiferenciar-nos num mercado cada vez mais competitivo?

Julgo que o milho produzido no nosso país tem características que o diferenciam relativamente a outras origens, como alías tem sido reconhecido pelos industriais não só de alimentos compostos para animais, como da alimentação humana. Urge no entanto valorizar economicamente o nosso milho para grão, de forma a podermos ter um sinal inequívoco da mais-valia do milho português. Neste particular, cabe referir que no final do mês de Setembro a Anpromis em parceria com o Iniav e a Câmara Municipal de Coruche, criou o Centro Nacional de Competências das Culturas de Milho e Sorgo “InovMilho”, que constitui um espaço de investigação e partilha de conhecimentos, agregando todos os agentes da fileira do milho e sorgo. O objectivo deste Centro éassim estudar alguns dos principais desafios técnicos que se colocam à fileira do milho e sorgo, numa óptica de as tornar mais competitivas. Associaram-se a esta iniciativa 33 entidades, o que demonstra de forma inequívoca a forte dinâmica desta fileira no nosso país.


Que fatores de competitividade na produção nacional de milho podem ser ainda valorizados?

Julgamos que o uso mais eficiente da energia e da água constituem um desafio para os produtores nacionais de milho nos próximos anos, não só pelos significativos encargos que estes dois factores de produção representam na nossa conta de cultura, como também pela implementação de novas tecnologias que diariamente vão surgindo.


O XI Congresso Nacional do Milho a realizar-se em 2017, poderáconstituir uma ocasião importante para relançar a importância do milho no contexto da produção agrícola nacional?

A importância do milho no contexto agrícola nacional épor todos reconhecida, pois nenhuma outra cultura em Portugal, mobiliza tantas pessoas e iniciativas. Numa altura em que se aproxima a passos largos a revisão da Política Agrícola Comum (PAC), que terá lugar após 2020, urge começar desde já a definir a estratégia que o nosso país tem de seguir de forma a assegurar a competitividade de culturas tão importantes como a do milho. Por outro lado, durante este Congresso vamos ainda debater temas técnicos ligados àinovação, à tecnologia e à competitividade não só dos produtores nacionais de milho, como dos nossos congéneres europeus.

Newsletterl | 4ªEdição.2016

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